Sobre o Autor


O nome na carteira de identidade é Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe. O codinome foi inventado por Borjalo, Mauro Borja Lopes. Carioca, 76 anos, começou em 54, lançado por Leon Eliachar , na Última Hora. Logo depois passou a colaborar no Semanário, de Oswaldo Costa, fazendo charges para a campanha “O Petróleo é Nosso”, de saudosa memória. Funcionário do Banco do Brasil, trabalhou durante 17 anos na Seção de Telegramas, onde conheceu Sérgio Porto e Palhano , presidente do Sindicato dos Bancários, assassinado pela ditadura. Trabalhou como chargista no jornal do sindicato e levou muita bordoada da polícia durante a campanha do Petróleo é Nosso. Demitiu-se do BB para se dedicar inteiramente ao jornalismo. . Em 55, com a saída de Borjalo da Manchete, para O Cruzeiro, foi escolhido num concurso feito pela revista, para substituí-lo. Ficou lá pouco tempo. Foi chamado por Carlos Scliar, diretor de Arte da Senhor, para ser editor de humor da revista, onde permaneceu do primeiro ao último número e editou um suplemento ,” O Jacaré”. Trabalhou com Paulo Francis, Millôr Fernandes e Ivan Lessa, que depois foi seu parceiro na história em quadrinhos Os Chopnics, publicada diariamente no Globo e no Jornal do Brasil, onde o intelectualizado ratinho Sig era um dos personagens e foi depois símbolo do Pasquim. Foi chargista e ilustrador da Tribuna da Imprensa. Depois Samuel Wainer convidou-o para fazer charges na Última Hora, (mas quando foi preso com toda a equipe do Pasquim, em 69, foi sumariamente demitido do jornal, sem indenização). Fez trabalhos para a Revista da Civilização Brasileira, dirigida por Mário da Silva Brito e Moacyr Felix. Colaborou também na revista do Diners, cujo editor era Paulo Francis. Em 70, participou de um livro de charges contra a ditadura _ Hay Gobierno? – juntamente com Claudius e Fortuna. Publicou, também pela Civilização Brasileira ”Átila, você é bárbaro”, com prefácio de Paulo Mendes Campos, abrindo mão dos direitos autorais para dar uma força para a editora de Ênio Silveira, perseguido pelo governo militar. Colaborou no Pif Paf, de Millôr Fernandes, que foi proibido de circular depois de oito números. Na revista Status, de São Paulo, fez um suplemento de oito páginas intitulado “Notícias do Balneário”, sobre o Rio, com Aldir Blanc e Fausto Wolff. Publicou dois volumes do livro “Lugares In-comuns”, de parceria com Ivan Lessa. .Lançou livro de cartuns – Nadie es perfecto ( Ninguém é perfeito ) em Buenos Aires e fez exposições na Argentina e Uruguai. Participou de um album Brasil-Argentina, com dez cartunistas brasileiros e dez argentinos. E também de outro álbum, nos mesmos moldes, com humoristas soviéticos, sobre ecologia. . A revista Gráfica, dirigida por Miran, de Curitiba, lançou uma edição especial com trabalhos seus. A revista Gebausgraphic, alemã, publicou um ensaio sobre sua obra, destacando-o como um dos três melhores cartunistas latino-americanos. Foi um dos fundadores do semanário Pasquim, o que lhe valeu prisões e dezenas de processos durante a ditadura. Foi o único a ficar do primeiro ao último número – durante vinte anos – e foi editor do jornal nos últimos dez anos. Ilustrou todos os livros de Stanislaw Ponte Preta (Febeapá – Festival de Besteiras que Assola o País, Máximas de Tia Zulmira, etc) . Ainda pela Civilização Brasileira editou e escreveu o prefácio de “Siné & Cia”, do francês Siné, quando este esteve no Rio, fugindo da polícia de De Gaulle e promoveu uma exposição de charges de Siné contra a CIA no Teatro Santa Rosa, que foi interditada pelo Dops no dia seguinte à inauguração. Fez os chamados Plimplins para a Rede Globo, capas e ilustrações para livros ( A Lei de Murphy, de Arthur Bloch, Dois idiotas sentados cada qual no seu barril, de Ruth Rocha, livro de poemas eróticos Hilda Hirsch, O ABC da Cerveja, Dicionário de Lugares Comuns, de Fernando Sabino,entre outros ), cardápios para restaurantes, como o do Bar Pirajá, e para a Toca do Chope em Brasília, onde também trabalhou no jornal Das Kapital, do bar Feitiço Mineiro. Ainda em Brasília, onde morou de setembro de 2006 a abril de 2007, fez várias exposições e a capa do livro do sindicato dos jornalistas homenageando os chargistas de Brasília. Fez, gratuitamente, desenhos para camisetas de inumeráveis blocos e bandas carnavalescas e revistas de bairro e de estudantes. . Juntamente com Fortuna elaborou o regulamento do Primeiro Salão de Humor de Piracicaba, o mais antigo do Brasil, há mais de 30 anos, e participou como jurado em várias ocasiões, assim como em outros salões de humor Brasil afora. Foi um dos fundadores da Banda de Ipanema, que desfilava, em plena vigência do AI 5, com críticas à censura da ditadura . . Foi também duas vezes jurado no Salão Internacional de Humor de Cuba. Durante um ano editou um suplemento de Humor n’O Dia, intitulado O Diabão, .Recebeu a medalha Pedro Ernesto, na Câmara dos Vereadores ( e devolveu quando Roberto Jéferson também ganhou), e vários prêmios, entre outros o Líbero Badaró, de charge, em 1999 , o prêmio Teotônio Vilela, em “reconhecimento pela sua participação na luta pela anistia e pela democracia”, o prêmio José Marti, em 1996, do governo cubano, o Golfinho de Ouro, do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, como Comunicador do Ano 2001. Atualmente, faz charges e crônicas no jornal O Dia, como autônomo, sem vínculo empregatício. Fez ilustrações e artigos para várias publicações, como, por exemplo, a revista Argumento e Piauí.. Trabalha como free-lancer, fazendo palestras, noites de autógrafos e exposições. Alguns de seus livros: “Ipanema, se não me falha a memória” , da Relume Dumará e “Confesso que Bebi”, da Record, que vai ser relançado, revisto e atualizado, pela ed. Desiderata, pela qual edita a coleção Sigmund , só com livros de humor escrito e gráfico. Está trabalhando num livro autobiográfico. Tem feito exposições e palestras pelo Brasil e é membro da CNDSS ( Comissão Nacional sobre Determinantes sociais da Saúde ), lançada em 15 de março em Brasília, ao lado de nomes como Adib Jatene, Aloísio Teixeira, Dalmo Dalari , Lucélia Santos ,Moacyr Scliar e Paulo Buss, presidente da Fiocruz e coordenador da Comissão. Recentemente organizou , juntamente com Sérgio Augusto, a Antologia do Pasquim ( primeiro volume, do número 1 ao 150). O segundo também já saiu e o terceiro deverá ser publicado em 2009. Foi um dos fundadores do jornal, em 68, e o único que ficou até o ´ultimo número, em 1988. Quando o jornal foi à falência, dormia na redação , na rua da Carioca, porque não tinha dinheiro para o aluguel..

Aos 76 anos continua fazendo charges de crônicas em O Dia. E pode ser encontrado em vários botecos do Leblon.